10 armas de espionagem que não existem só no cinema

Sabe quando você vê um filme e fica pensando que legal seria se aquelas coisas existissem na vida real? Então, algumas dessas coisas realmente existem, ou existiram em algum momento da história, como armas de espionagem. Popularizadas pelos filmes de James Bond, as engenhocas pareciam coisas só da ficção, mas a verdade é que serviços de inteligência de todo o mundo pensaram em equipamentos que, se não saíram dos filmes, podiam muito bem fazer parte deles.
Fonte: HyperScience
Confira 10 armas de espionagem que vão fazer você querer correr para as colinas:

10. A Toupeira


Na década de 40, a Agência de Serviços Estratégicos dos Estados Unidos (Office Of Strategic Services – OSS), que foi o serviço de inteligência dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, desenvolveu um dispositivo explosivo chamado de “A Toupeira” (ou The Mole, o nome original em inglês). Essa engenhoca também ficou ironicamente conhecida como “Casey Jones”, em referência ao nome do famoso engenheiro que impediu a morte dos passageiros de um trem envolvido em um sério acidente.

A Toupeira usava uma célula fotoelétrica que se carregava durante o dia (por meio da luz solar – por isso “fotoelétrica”) e, em seguida, reagia à escuridão repentina para detonar um explosivo. E qual é um dos lugares mais óbvios em que essa “escuridão repentina” pode acontecer? Isso mesmo: um túnel. A Toupeira foi projetada para ser conectada a um determinado conjunto de vagões em um trem considerado inimigo, e detonar automaticamente quando ele entrasse em um túnel. Diabólico, não? Mas a estratégia por trás disso é o que vai deixar você de cabelos em pé.

A função da Toupeira era mais do que danificar e desconectar alguns vagões. A ideia era que desativar um trem dentro de um túnel iria cortar as linhas de abastecimento de cidades inimigas por muitos dias, deixando famílias inteiras sem recursos enquanto os destroços eram removidos. A Toupeira pode também ser utilizada com qualquer tipo de explosivo detonado por uma carga eléctrica, tornando-se uma arma muito versátil.

A partir do minuto 6 do vídeo acima, você pode ver como ela funcionava na prática.

9. Torpedos de Carvão

O “Torpedo Carvão” é uma bomba disfarçada de carvão. Para criar esse disfarce e fazer com que ela passasse despercebida como sendo apenas um pedaço de carvão, ela era coberta com ferro fundido, que dava o aspecto que você pode ver na imagem acima. Essa bomba era secretamente colocada no carregamento de carvão de navios movidos à vapor. E aí, é só a gente ligar os pontos.

A explosão causada era suficiente para afundar o barco.

Os créditos dessa invenção diabólica e um tanto engenhosa são do irlandês Thomas Edgeworth Courtenay. Ele era imigrante nos Estados Unidos e, durante a famosa Guerra de Secessão que aconteceu no país, se instalou em St. Louis (no estado de Missouri). Problemas financeiros acabaram levando ele e sua bomba camuflada para o sul e, consequentemente, para o governo confederado. Claro que o então presidente da Confederação, Jefferson Davis, era apaixonado por sua ideia. Tanto que ele inclusive concedeu a Courtenay um “cargo de serviço secreto” especial com a missão de implantar a sua invenção em navios a vapor da União. Depois disso, cerca de 60 navios foram afundados.

Anos depois, os Torpedos de Carvão também foram usados pelos nazistas e muitos foram pegos transportando explosivos plásticos em Nova York. A intenção era provavelmente camuflar a bomba em pilhas de carvão que eram levadas a fábricas norte-americanas. E como os alemães já estavam usando essa ideia, a SOE – Agência de Operações Especiais britânica – desenvolveu um outro método um tanto semelhante para chegar até a caldeira e explodir trens alemães: eles colocavam explosivos dentro de ratos mortos. Para a sorte dos germânicos que trabalhavam no serviço ferroviário, o primeiro carregamento foi descoberto e as “bombas-rato” nunca foram de fato implementadas.

8. Arma Caneta

Esse é exatamente o tipo de arma que o James Bond adoraria usar.

As primeiras “armas caneta” apareceram em torno de 1920 e são fiéis escudeiras de espiões desde então.
O modelo foi desenvolvido pela Agência de Serviços Estratégicos dos Estados Unidos (OSS), a percursora da CIA. Ela tinha calibre 22 e era projetada para ser usada de perto e disparar apenas uma vez. Também não podia ser recarregada. A recomendação da OSS era de que fosse usada em locais escondidos – no melhor estilo missão secreta.

Essa arma, contudo, não deve ser confundida com as “armas caneta” mais modernas, que adotaram seu nome. Estes novos modelos foram produzidos pela primeira vez na década de 1990 e, além de serem recarregáveis, ​​devem ser dobradas em forma de semi-arma de fogo.

7. Arma Bengala

Esse tipo de arma foi inventado na Grã-Bretanha no início de 1800 e, curiosamente, foi pensada com base em um item bastante comum do dia a dia, especialmente naquela época: a bengalada. No começo, eram comercializadas para agricultores, e apresentada como uma maneira rápida de se livrar de pragas. Depois, ocasionalmente, os caçadores começaram a gostar do modelo também – sobretudo porque não queriam ser pegos no flagra com uma arma óbvia. E então, só muitos anos depois, a “arma bengala” chamou a atenção dos fabricantes de armas norte-americanos, que enxergaram seu potencial óbvio para armas de espionagem. ​

Com as leis de armas camufladas variando de estado para estado (nos Estados Unidos, cada estado tem suas próprias leis), o modelo passou a fazer parte de uma tendência de engenhocas e gadgets que escondiam qualquer coisa desde frascos a microscópios. Mas é como dizem: alegria de fabricante de arma dura pouco. As organizações modernas de inteligência fizeram o favor de recolher o modelo.

6. Arma de Cianeto

A arma de cianeto foi usada pela KGB (o maior e mais temido órgão de espionagem do mundo) para
cometer uma série de assassinatos. E eu não sei se é impressão minha, mas ela parece ser um pouco mais cruel que as outras armas. Isso porque faz com que cianeto seja pulverizado na pessoa, queimando/fazendo derreter sua pele. Como o assassino espirra o veneno a uma distância relativamente curta e em forma de aerosol, ele acaba não ficando totalmente imune aos efeitos do veneno. Por isso, tem que tomar uma pílula para combater os sintomas de sua própria arma.

Os sintomas que ela provoca são muito parecidos com os sintomas de um ataque cardíaco, com a diferença que deixam marcas visíveis espalhadas pelo corpo.

5. Caccolube


Essa é outra arma um tanto maquiavélica e, digamos assim, estratégica. Sua intenção não era causar explosões, nem derreter a pele de ninguém. O objetivo do Caccolube, também desenvolvido pela OSS, era destruir os motores de tanques e outros veículos de guerra. Feito com uma mistura arenosa e não explosiva, ela não representava nenhum perigo para os agentes que tinham como missão implantá-la nos motores dos inimigos. E como era simplesmente pó, também poderia ser eliminada de forma relativamente fácil se o disfarce de um agente estivesse prestes a ser comprometido.

No vídeo acima, você pode ver como era feito o treinamento e como era simples e rápido sabotar os veículos inimigos com essa arma, que funcionava assim: depois que o Caccolube era colocado no tanque de óleo, ele começava a corroer as peças de todo o motor. Assim, depois de pouco tempo andando, o veículo parava de funcionar e tinha que ser abandonado, forçando o inimigo a voltar para sua base – praticamente desprotegido.

Além de tirar um veículo em combate, os custos de reparação do motor ou perda total de um transporte também representavam um grande golpe financeiro à máquina de guerra do inimigo.

P.S.: O Caccolube foi semelhante ao “Firefly”, uma outra arma que também era jogada em tanques de veículos inimigos e era como uma bomba-relógio para destruir motores. O efeito era praticamente o mesmo, com a diferença de que o Firefly talvez fosse um pouco mais dramático.

4. Sapatos de James Bond

Um pouco de criatividade não faz mal a ninguém. Nem para a CIA – a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. Na hora do aperto, a mundialmente respeitada agência contou com a ajuda de ninguém menos que Ian Fleming, o autor da franquia James Bond.

Tudo aconteceu quando o então diretor da CIA, Allen Dulles, viajou para o Reino Unido e teve a oportunidade de conhecer o autor britânico, ocasião que deu início a uma grande e muito conhecida amizade entre os dois. Naquela ocasião, Fleming fez questão de sugerir que a CIA não estava fazendo os progressos que todos esperavam no quesito “engenhocas de espionagem”. Impressionado com o ponto de vista do novo amigo, Dulles resolveu tomar uma providência e começou pedindo a seu departamento de pesquisa e desenvolvimento para copiar os “acessórios” usados ​​por Bond, James Bond.

O resultado disso foi a criação de dispositivos reais, como destaque para o sapato com lâmina, usado pelo espião em 007 – Ordem Para Matar (1963). Mas, embora ninguém saiba com certeza o que os espiões reais aproveitaram dessas criações, podemos afirmar que a amizade entre Fleming e Dulles pelo menos serviu para melhorar a imagem da CIA.

3. O Welrod Mk II


O Welrod Mk II foi uma arma projetada pela SOE, agência clandestina britânica durante a II Guerra Mundial. Tratava-se de um tubo feito de peças bem simples que poderia ser desmontado para se parecer com uma daquelas bombas que usamos para encher pneu de bicicleta. Nenhuma das partes vinha com marcas de identificação, o que tornava praticamente impossível rastrear o dono (ou fornecedor) desta arma. Até hoje, apenas seus criadores sabem ao certo onde e como as Welrod foram fabricadas, o que faz com que ela continue sendo uma “arma fantasma”.

Podemos até não saber muito sobre sua origem, mas de uma coisa podemos ter certeza: a Welrod era uma máquina mortal. Essencialmente, ela era um silenciador revestido de borracha com uma alça, e contava com um mecanismo de disparo supereficiente: além de silencioso, também permitia que o atirador fizesse um segundo disparo em um curto intervalo de tempo, caso fosse necessário. O único detalhe é que essa possibilidade era muito remota, uma vez que o silenciador foi construído expressamente para entrar em contato com o corpo humano.

2. A arma na manga, ou MK II

A “arma na manga”, outro clássico do cinema, também foi desenvolvida pela SOE com uma finalidade que
você já deve imaginar: ela nasceu para ser uma ferramenta mortal de assassinatos. Semelhante à Welrod, a MK II também contava com um silenciador de disparo, e uma bala calibre 32. A diferença, no entanto, é que a “arma na manga” era uma arma de um único tiro, e sem alça.

Antes da MK II, foi lançado o modelo MK I que, apesar de ter uma munição mais poderosa do que a “arma caneta” de que falamos, precisava ser disparado – o que era um movimento nada discreto que poderia colocar um disfarce, e toda uma operação, a perder. Já no modelo II, o agente tinha que puxar apenas um pequeno gatilho. O tiro tinha um alcance de 2,7 metros, o que significa que essa arma também foi projetada para matar a vítima de perto, quase que olhando olho no olho. Isso é que é sangue frio!

1. Canetas-veneno


Essas armas foram descobertas quando um espião norte-coreano foi detido pelo governo norte-americano a caminho de cometer um assassinato. Quando foi revistado, as autoridades descobriram que ele carregava um grande volume de armas secretas e, dentre elas, estavam duas em forma de caneta. Elas, de fato, se pareciam tanto com uma caneta que era quase impossível distinguir a arma de um objeto normal. Mas a arma, ao invés de ponta, tinha uma agulha. E, ao invés de tinta, tinha uma dose mortal de veneno. O espião também tinha uma arma disfarçada de lanterna que, depois de testada, foi considerada tão mortal quanto as canetas-veneno.

Depois de ter sido condenado por um tribunal sul-coreano, o espião foi condenado a quatro anos de prisão. 

João Filho

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